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São Paulo companhia de Dança Associação Prodança

PRODUÇÃO

Remontagens

A Morte do Cisne (1907)

Foto: Silvia Machado
Coreografia: Lars Van Cauwenbergh inspirado na obra de Michel Fokine (1880-1942)
Músicas: Camile Saint_Saens, O Cisne, extrato do Carnaval dos Animais (1866)
Iluminação: Wagner Freire
Figurino: Marilda Fontes
Estreia pela SPCD: 2019

O balé criado em 1907 por Fokine para Anna Pavlova é um solo emociante, que dialoga com as sonoridades da harpa e do violoncelo, inspirado no poema de Alfred Tennyson (1809-1892) e nos movimentos dos cisnes em seus últimos instantes de vida. Esse solo é interpretado por grandes estrelas da dança e agora ganhará novos acentos e dinâmicas no corpo de uma bailarina da São Paulo Companhia de Dança.



Pássaro de Fogo (2010)

Foto: Wilian Aguiar
Coreografia, palco e figurino: Marco Goecke
Música: The Firebird (Berceuse e Final), de Igor Stravinsky (1882-1971)
Dramartugia: Nadja Kadel
Iluminação: Udo Haberland | Versão para SPCD: Wagner Freire
Remontagem: Giovanni Di Palma
Estreia pela SPCD: 2017

Marco Goecke criou este pas de deux para a música de Stravinsky - composta para o balé de Michel Fokine, The Firebird, estreado em 1910 - na ocasião dos 100 anos da obra, durante o Holland Dance Festival (2010). Goecke remodela o que na época estava totalmente de acordo com o caráter dos contos de fada russos originais – a luta de Ivan Tsarevich contra o mágico Koschei para libertar Tsarevna e seus companheiros do cativeiro – desembocando em um encontro entre duas criaturas tímidas. Utiliza dois trechos da música de Stravinsky: o acalanto no qual o mítico pássaro faz todos adormecerem com sua mágica e o trecho final da obra. Seu dueto pode ser interpretado, inclusive, como um encontro entre o pássaro de fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: um pássaro que dança e um humano que voa”, fala Nadja Kadel, produtora e dramaturga de Goecke.



14’20” (2002)

Foto: Arthur Wolkvier
Coreografia e produção: Jirí Kylián
Música: Dirk Haubrich (nova composição baseada em dois temas de Gustav Mahler [1860- 1911])
Iluminação: Kees Tjebbes
Figurino: Joke Visser
Assistente de coreografia: Nina Botkay
Cenografia: Jirí Kylián
Supervisão de iluminação e cenário: Loes Schakenbos
Estreia pela SPCD: 2017

14´20’’ é um extrato da obra 27’52´´ - cujo título refere-se à duração do espetáculo - de Jirí Kylián. Ao som da música eletrônica de Dirk Haubrich, entremeada por uma voz feminina em alemão e outra masculina em francês, vemos um duo que traz para cena questões de tempo, amor, vida e a morte, temas recorrentes nas obras deste coreógrafo. Esta é a quarta obra de Kylián a compõe para o repertório da São Paulo Companhia de Dança (Sechs Tanze, Indigo Rose e Petite Mort).



Carmen (2004)

Suíte para Dois Pianos (1987)
Foto: Wilian Aguiar
Coreografia: Marcia Haydée
Música: Georges Bizet (1838-1875) executada por Orquestra Filarmônica de Santiago
Iluminação: Nicolas Marchi
Figurino: Tânia Agra
Estreia pela SPCD: 2016

Esse pas de deux integra o primeiro ato da obra Carmen e revela o momento em que José abandona tudo e todos para se entregar à Carmen. Ela é uma figura sensual e forte, que joga com os sentimentos de José. Ora o seduz e se deixa levar por ele, ora se esquiva, mas o atrai.



O Talismã Pas de Deux (1955)

Suíte para Dois Pianos (1987)
Foto: Wilian Aguiar

Coreografia: Pablo Aharonian a partir do original de Pyotr Gusev (1904-1987)

Música: Riccardo Drigo (1846-1930) e Cesare Pugni (1802-1870)

Iluminação: Nicolas Marchi

Figurino: Fabio Namatame

Estreia pela SPCD: 2016


O pas de deux revela o momento em que Vayou, o deus do Vento, dança com Niriti, a filha de Amravati (deusa dos espíritos celestiais). Este duo foi criado em 1955 por Pyotr Gusev (1904-1987) a partir da obra original criada por Marius Petipa (1818-1910) em 1889. Aqui vemos a suavidade da bailarina em contraste com os movimentos vigorosos do bailarino.



Fada do Amor (1993)

Suíte para Dois Pianos (1987)
Foto: Wilian Aguiar

Coreógrafa: Marcia Haydée

Música: La Nymphe de Diane, No 16 B, de Léo Delibes (1836-1891), solo de violino executado por Jean Baptiste Marie e Roger André

Iluminação: Nicolas Marchi

Figurino: Evandro Machado

Estreia pela SPCD: 2016


O duo traduz a energia e o amor da fada pelo ser humano marcado por sua entrega e delicadeza. O pas de deux integra Dr. Coppélius, O Mago de Marcia Haydée, uma releitura de Coppélia. A magia desta obra nos leva a perceber a leveza da bailarina que cruza a cena nos braços do bailarino.



Suíte para Dois Pianos (1987)

Suíte para Dois Pianos (1987)
Foto: Wilian Aguiar

Coreografia: Uwe Scholz (1958-2004)

Música: Suíte para Dois Pianos, Opus 17 de Sergei Rachmaninoff (1873-1943), interpretada por Martha Argerich e Nelson Freire

Iluminação: André Boll

Remontagem: Giovanni Di Palma

Estreia pela SPCD: 2016


Em Suíte para Dois Pianos, o coreógrafo alemão Uwe Scholz criou movimentos inspirados nas reflexões do artista plástico Wassily Kandinsky e na música do russo Sergei Rachmaninoff. Quatro obras de Kandinsky são projetadas ao fundo da cena, ampliando a relação entre as diferentes artes. Uwe foi um coreógrafo que espelhou na dança a estrutura, as dinâmicas e as intensões  da música.



Grand Pas de Deux de O Corsário (1858)

Grand Pas de Deux de O Corsário (1858)
Foto: Wilian Aguiar

Coreografia e cenografia: São Paulo Companhia de Dança a partir do original de 1858 de Marius Petipa (1818-1910), baseado em O Corsário, de Lord Byron

Música: Adolphe Adam (1803-1856)

Figurino: Tânia Agra

Estreia pela SPCD: 2015


O Grand Pas de Deux de O Corsário, coreografia da São Paulo Companhia de Dança a partir do original de 1858 de Marius Petipa (1818-1910), está presente no segundo ato da obra, e revela a cumplicidade entre Medora e Ali. Essa obra apresenta o virtuosismo técnico dos intérpretes aliado à uma dramaticidade lírica que deixa ver os sentimentos de duas pessoas que partilham uma visão de mundo em busca da liberdade.



Indigo Rose (1998)

Indigo Rose
Foto: Wilian Aguiar

Coreografia e cenografia: Jirí Kylián

Música: Robert Ashley, Factory Preset; FranÇois Couperin, Plainte des Memes; John Cage, Three Dances for Two Prepared Pianos: Dance No. 1; J.S. Bach, Das wohltemperierte Klavier: Fugue No. 8 in E-Flat minor.

Figurino: Joke Visser

Desenho de Luz (original): Michael Simon

Desenho de Luz (novo): Kees Tjebbes (Nederlands Dans Theater II, 2005)

Remontagem: Amos Ben Tal

Câmera: Hans Knill

Edição: Rob de Groot - Videoshot MultiMedia

Estreia pela SPCD: 2015


Em Indigo Rose, o coreógrafo explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas. A movimentação rápida, virtuosa, articulada e ao mesmo tempo lírica, faz alusão à busca pela perfeição, intangível segundo Kylián. Na cena, uma cortina de seda branca cria jogos de luz e sombra, que somados a projeções dos bailarinos, alteram a percepção de quem vê. Criada para celebrar o 20º aniversário do Netherlands Dance Theather II.



Workwithinwork (1998)

workwithinwork
Foto: Clarissa Lambert

Coreografia, palco, iluminação: William Forsythe

Remontagem: Allisson Brown e Noah Gelber

Música: Luciano Berio (1925-2003), Duetti per due violini, vol.1  (Por acordo com Universal Edition AG, Viena, www.universaledition.com)

Figurino: Stephen Galloway

Remontagem: Allisson Brown e Noah Gelber

Estreia pela SPCD: 2014


Workwithinwork (trabalhodentrodotrabalho), de William Forsythe, faz referência ao método do coreógrafo ao considerar uma nova obra como um trecho de um longo processo de trabalho. Na coreografia Forsythe cria um fluxo contínuo de movimentos a partir de variações da técnica clássica, sem rupturas ou articulações distendidas, fazendo referência ao passado e, ao mesmo tempo, atualizando-o. A música, uma obra para dois violinos de Luciano Berio executada em pequenos trechos, cria impulsos para o desdobramento dos duetos em trios, quartetos e conjuntos. A obra evolui constantemente dentro de si, criando novas configurações para cena.



Petite Mort (1991)

Petite Mort
Foto: Wilian Aguiar

Coreografia: Jirí Kylián

Música: Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791); Concerto para Piano em Lá Maior KV 488 (Adagio) e Concerto para Piano em Sol Maior KV 467 (Andante)

Cenografia: Jirí Kylián

Desenho de figurino: Joke Visser

Desenho de luz: Jirí Kylián (concepção), Joop Caboort (realização)

Supervisão técnica de luz e palco: Kees Tjebbes

Assistente de coreografia: Patrick Delcroix

Remontagem: Patrick Delcroix

Estreia pela SPCD: 2013


Sobre dois concertos de Mozart para piano, a obra para seis homens e seis mulheres tem como tema principal o prazer e a duração desse momento, no qual somos lembrados de que a vida é relativamente curta e que a morte nunca está longe de nós; nesta peça bailarinos interagem com floretes enquanto a morte espreita a vida. “Uma morte sempre acompanha a nossa vida, às vezes ela é pequena, às vezes grande. Mas é a companheira fiel que temos desde que nascemos, até o fim”, fala Kylián.



Por Vos Muero (1996)

Por Vos Muero
Foto: Silvia Machado

Coreografia: Nacho Duato

Música: Jordi Savall – Música antiga espanhola

Iluminação: Nicolás Fischtel

Poema: Garcilaso de la Vega (1501-1536)

Voz: Miguel Bosé

Organização: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Spain)

Execução de cenário e figurinos: Fábio Brando (FCR Produções Artísticas)

Remontagem: Thomas Klein e Tony Fabre (1964-2013)

Estreia pela SPCD: 2013


Por Vos Muero é uma coreografia que utiliza a dança clássica e contemporânea para sugerir uma atemporalidade nas relações humanas. Duato usa a poesia de Garcilaso de la Vega e a guitarra espanhola para capturar a essência do espírito artístico da Espanha dos séculos 15 e 16. É uma homenagem do coreógrafo ao papel fundamental que a dança ocupa no seu país. A fusão de músicas antigas espanholas favorece a diversidade de dinâmicas exploradas pelo coreógrafo que revelam uma dança fluída, ritmada e atemporal.



Grand Pas de Deux de O Quebra-Nozes (1892)

Quebra Nozes
Foto: Silvia Machado

Coreografia: Tatiana Leskova a partir do original de 1892 Marius Petipa (1818-1910) e Lev Ivanov (1834-1901)

Música: Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) 

Iluminação: Wagner Freire

Figurinos: Marilda Fontes

Estreia pela SPCD: 2012


Grand Pas de Deux de O Quebra-Nozes é o ponto alto deste balé inspirado no conto O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos (1816), de E.T.A. Hoffmann. Nele, a Fada Açucarada dança com o príncipe Quebra-Nozes no Reino dos Doces.



In the Middle, Somewhat Elevated (1987)

In The Middle
Foto: Silvia Machado

Coreografia, cenografia, figurino e iluminação: William Forsythe

Música: Thom Willems

Remontagem: Agnès Noltenius

Estreia pela SPCD: 2012 


A obra de William Forsythe é baseada na percepção da velocidade – rapidez e lentidão. O coreógrafo se vale da linguagem da dança clássica para “escrever histórias de hoje”. In The Middle utiliza a forma tradicional de composição de um tema e suas variações, ou seja, Forsythe cria uma frase que se desenvolve, evolui e se transforma no corpo de cada bailarino. Para o cenário, o coreógrafo havia pensado em vários objetos cotidianos, pendurados por fios invisíveis. Dessa ideia inicial, optou pela síntese, traduzida por duas cerejas, que ganharam um significado simbólico: dois pequenos espelhos que refletem a sala de espetáculos. O título da obra se refere a essas duas cerejas no meio do palco, elevadas, acima da altura dos bailarinos.



Grand Pas de Deux de Dom Quixote (1869)

Dom Quixote
Foto: Nanah D'luize

Coreografia: São Paulo Companhia de Dança a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910)

Música: Leon Minkus (1826-1917)

Iluminação: Wagner Freire

Figurinos: Tânia Agra

Estreia pela SPCD: 2012


Pas de deux de Dom Quixote é o momento do casamento de Kitri e Basílio, personagens principais dessa obra. Coreografado por Marius Petipa, o balé Dom Quixote é baseado num capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, que narra as aventuras do barbeiro Basílio e seu amor por Kitri, a filha do taberneiro.



Ballet 101 (2006)

Ballet
Foto: Wilian Aguiar
Coreografia: Eric Gauthier
Remontagem: Renato Arismendi
Narrador: William Moragas
Estreia pela SPCD: 2012

Ballet 101, de Eric Gauthier, é um solo de oito minutos que brinca com a dança clássica. Com base nas cinco posições do balé, o coreógrafo narra outras 96 possíveis variantes fazendo referência a coreógrafos como William Forsythe, George Balanchine, Glen Tetley, Marius Petipa, John Cranko e o próprio Eric Gauthier, e a balés consagrados como Romeu e Julieta e Onegin. “É um balé vibrante, que tem uma explosão no final”, comenta Renato Arismendi, remontador da obra. Essa é a primeira versão da obra com seu texto traduzido para o português.



Supernova (2009)

Remontagens
Foto: Wilian Aguiar

Coreografia e figurinos: Marco Goecke

Música: Pierre Louis Garcia-Leccia (Ohimé - faixa Aka), Antony & The Johnsons (Another Word - faixa Shake That Devil)

Iluminação: Udo Haberland

Figurino: Madalena Machado (Arte & Cia)

Remontagem: Giovanni Di Palma

Estreia pela SPCD: 2011


Inspirado pelo fenômeno astronômico das supernovas – estrelas que explodem e brilham no espaço, Marco Goecke criou Supernova, uma coreografia de contrastes na qual a morte e a vida, escuro e claro, estão ligadas pela energia de cada corpo. Os bailarinos aparecem e desaparecem do palco misteriosamente e a movimentação é marcada por sequências muito rápidas, precisas e controladas que fazem os corpos vibrarem. Para Goecke, cada movimento pode acontecer somente uma vez. “Você pode fazê-lo cada vez mais rápido, então dificilmente ele vai existir no final”. A São Paulo Companhia de Dança foi a primeira companhia no Brasil a dançar uma obra de Marco Goecke.



Legend (1972)

Legend
Foto: Silvia Machado

Coreografia: John Cranko (1927-1973)

Música: Henryk Wieniawski (1835-1880), op.17 Legend, (1859) 

Figurinos: Arte & Cia

Remontagem: Richard Cragun
Estreia pela SPCD: 2011


Legend é um pas de deux neoclássico imortalizado por seus intérpretes, Márcia Haydée e Richard Cragun, que aborda o lirismo do amor entre um homem e uma mulher pela suavidade dos passos, confiança e entrega nos movimentos, e pelo desafio da fusão dos corpos em tênues equilíbrios. A coreografia de John Cranko teve como inspiração a túnica da lendária bailarina Galina Ulanova (1910-1998) recebida por Richard Cragum e dada a Márcia Haydée. A túnica utilizada por Ulanova foi o figurino usado por Márcia na estreia de Legend, em 1972. A música Legend, op. 17, utilizada por Cranko na coreografia foi composta em 1859 pelo violonista polonês Henryk Wieniawski, como uma confissão de amor a sua futura esposa Isabel Hampton. O filme The Turning Point (Momento de Decisão), de 1977, dirigido por Herbert Ross, traz um trecho dessa coreografia. A remontagem de Legend para a São Paulo Companhia de Dança é assinada por Richard Cragun.



Sechs Tänze (1986)

Remontagens
Foto: João Caldas

Concepção, coreografia, cenografia e figurinos: Jirí Kylián

Música: Sechs Deustsche Tänze KV 571, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Iluminação: Joop Caboort

Adaptação técnica: Erick van Houten

Execução de cenário e figurino: Fábio Brando (FCR Produções Artísticas)

Remontagem: Patrick Delcroix

Estreia pela SPCD: 2010


Sechs Tänze é um trabalho que une dança e humor. O coreógrafo compôs seis peças aparentemente sem sentido que dialogam para protestar e fazer uma crítica aos valores vigentes à época em que as Sechs Deustsche Tänze KV 571, de Mozart, foram compostas. Nas palavras de Kylián: "A música de Mozart foi o principal elemento para a criação de Sechs Tänze. Ele deveria ser engraçado, porque entendia e sabia fazer humor. A música é muito importante em um balé, qualquer que seja ele. E nessa montagem ela é mais rápida do que a dança. Para dançar Sechs Tänze é preciso ser veloz e colocar uma máscara. É como ser e não ser você em determinados momentos. É como ser manipulado hoje, amanhã, ontem. Fingir querer ser. Ou não."



Prélude à l'après-midi d´un Faune (1994)

Remontagens
Foto: João Caldas

Coreógrafa: Marie Chouinard

Música: Prèlude à L´après-midi d´un Faune, de Claude Debussy (1862-1818)

Iluminação: Alain Lortie

Figurinos: Marie Chouinard e Vandal e Luc Courchesne 

Consultor de iluminação: François Marceau

Adaptação de iluminação: Wagner Freire

Direção artística: Isabella Poirier 

Direção de ensaio: Carol Prieur

Remodelagem de figurino: Vandal

Ensaiador: Allan Falieri

Estreia pela SPCD: 2010


Quando Stéphane Mallarmé (1842-1898) escreveu A Tarde de um Fauno, em 1876, ele queria escrever poesia para o teatro. Este poema foi o que inspirou Claude Debussy a compor Prèlude à L´après-midi d´un Faune, em 1894. Baseada no poema e com a música de Debussy, Vaslav Nijinsky (1889-1950) compôs sua primeira coreografia homônima, em 1912, em Paris. O trabalho era permeado pelo tom ritualístico e sensual e foi inspirado nos movimentos dos frisos gregos. A obra foi um escândalo para a época e chocou o público parisiense. Na primeira versão L'Après-midi d'un Faune (1987), Marie Chouinard partiu da observação das fotos de Adolphe de Meyer, da coreografia de Nijinsky. Em 1994, a coreógrafa incorporou a música de Debussy na obra. Marie se valeu da horizontalidade, da bidimensionalidade, da posição das mãos retas e dos pés em rotação interna. As sete ninfas da coreografia de Nijinsky aqui se tornam luz, que aparecem e desaparecem na cena.



Theme and Variations (1947)

Themea and Variations
Foto: João Caldas

Coreografia: George Balanchine (1904-1983)

Música: Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1983), op. 55, Movimento final da Suíte nº3 para orquestra em G Maior 

Figurino: Tânia Agra

Remontagem: Ben Huys

Estreia pela SPCD: 2010


Theme and Variations evoca o período de florescimento da dança clássica. O movimento final da Suíte nº3consiste em 12 variações. No início, 12 bailarinas e um casal principal apresentam os temas que serão retomados ao longo da coreografia. A obra exige muito dos intérpretes, pois como todas as obras de Balanchine, o vigor técnico, a leveza, a força, habilidade nos desequilíbrios e virtuosismo são necessários. No desenrolar da obra, o casal intercala sua participação com o corpo de baile e a obra termina com uma grande polonaise para 26 bailarinos. A apresentação de Theme and Variations, um Ballet Balanchine® é feita mediante acordo com a The George Balanchine Trust e foi produzida de acordo com os padrões do Balanchine Style® e Balanchine Technique®, estabelecidos e fornecidos pela Trust.



Tchaikovsky Pas de Deux (1960)

Tchaikovsky
Foto: Reginaldo Azevedo
Coreografia: George Balanchine (1904-1983)
Música: Piotr Ilyitch Tchaikovsky (1840-1893)
Figurino: Barbara Karinska
Remontagem: Ben Huys
Estreia pela SPCD: 2009

A coreografia de George Balanchine é uma obra de oito minutos que mescla técnicas clássicas e neoclássicas, num tributo ao balé romântico. A bailarina dança brincando com o eixo vertical, com especial domínio do equilíbrio e do desequilíbrio. Para os homens, o desafio está na combinação de difíceis rotações, na velocidade dos movimentos e nos grandes saltos. A apresentação de Tchaikovsky Pas de Deux, um Ballet Balanchine®, é feita mediante acordo com a The George Balanchine Trust e foi produzida de acordo com os padrões do Balanchine Style® e Balanchine Technique®, estabelecidos e fornecidos pela Trust.



Gnawa (2005)

Gnawa
Foto: Paula Caldas

Coreografia: Nacho Duato

Música: Hassan Hakmoun, Adam Rudolph, Juan Alberto Arteche, Javier Paxariño, Rabih Abou-Khalil, Velez, Kusur e Sarkissian

Iluminação: Nicolás Fischtel

Figurino: Luis Devota e Modesto Lomba

Remontagem: Hilde Koch e Tony Fabre (1964-2013)

Organização e produção original: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Espanha)

Estreia pela SPCD: 2009


Gnawa é uma peça que utiliza os quatro elementos fundamentais - água, terra, fogo e ar - para tratar da relação do ser humano com o universo. A obra apresenta o reiterado interesse de Nacho Duato pela gravidade e pelo uso do solo na constituição de sua dança. Os gnawas são uma confraria mística adepta ao islamismo, descendentes de ex-escravos e comerciantes do Sul e do centro da África, que se instalaram ao longo dos séculos no norte daquele continente.



Serenade (1935)

Serenade
Foto: João Caldas

Coreografia: George Balanchine (1904-1983)

Música: Piotr Ilyitch Tchaikovsky (1840-1893), Serenade for Strings in C, op. 48 (1880) 

Iluminação: Roland Bates

Adaptação de iluminação: Wagner Freire

Figurinos: Barbara Karinska

Execução de figurinos: Arte & Cia.

Remontagem: Ben Huys

Estreia pela SPCD: 2008


Serenade foi criada por George Balanchine para a estreia da School of American Ballet. O trabalho partiu de exercícios que procuravam demonstrar a seus alunos quais as diferenças fundamentais entre o bailado em sala de aula, e a dança apresentada no palco. À peça, o coreógrafo incorporou formações incomuns, como um grupo de dezessete ou cinco bailarinas; e incidentes, como atraso de uma delas, o gesto que outra fizera para se proteger do sol, e a queda de uma terceira, para renovar a tradição da dança clássica.



Les Noces (1923)

Les Noces
Foto: João Caldas

Coreógrafa: Bronislava Nijinska (1891-1972)

Música: Igor Stravinsky (1882-1971)

Figurino e cenário: Natalia Gontcharova (1881-1962)

Execução de figurinos: Fábio Brando (FCR Produções Artísticas)

Ensaiadora convidada: Suzana Mafra

Remontagem: Maria Palmeirim

Estreia pela SPCD: 2008


A partir de um casamento tradicional de camponeses russos apresentado em quatro movimentos, Les Noces se constitui num marco de inovação artística, por sua peculiar geometria de movimentos e sua austeridade cênica, aliadas à originalidade da composição de Stravinsky. Ao lado de sua relevância cultural, como primeiro balé cujo enfoque se dá através do olhar feminino, Les Noces incorpora à dança o movimento de ruptura inovadora do modernismo ao utilizar rituais nupciais da Rússia antiga para explorar as possibilidades do corpo de baile e trazer novos acentos à linguagem clássica. Nijinska desenha com os corpos linhas e formas abstratas, no espírito do construtivismo. A abstração sóbria de sua coreografia se funde à profunda e solene abstração da música de Stravinsky.
São Paulo Companhia de Dança
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