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Memória | Depoimentos Públicos
Tatiana Leskova (1922)
Fotos: Reginaldo Azevedo
Depoimento público gravado em 16 de junho de 2009, no Teatro Franco Zampari, em São Paulo. Figuras da Dança 2009
Minha vida foi a dança, mas eu não escolhi a dança. Foi uma coisa em circunstâncias. Tinha tido uma infecção pré-tuberculosa e acharam que eu tinha que fazer algum exercício.
Comecei a aprender dança com quase 10 anos com Madame Egorova, minha 'mãe do balé'.
Minha filosofia da dança tem que se dançar acadêmico, clássico, moderno, contemporâneo.
Quando entrava nos palcos eu pensava: eu vou dançar, vou ter cultura, vou encontrar gente maravilhosa, vou poder aprender com essa gente. Espero ainda aprender muita coisa, seja um livro, ou vendo ou viajando.
Tive a sorte de viver um momento muito importante da dança e é isso que é minha riqueza própria.
No começo da Segunda Guerra Mundial fui para Sydney. Demorou seis semanas para chegarmos. Ensaiávamos no convés e depois relembrávamos a coreografia nas salas do navio. Fazíamos nove espetáculos por semana durante um ano. Era muita coisa.
Quando estava no palco me sentia em casa. Bem, feliz. A gente se dava, como a gente dá nossa amizade para
alguém.
Quando penso nas dificuldades que nós passávamos, a dificuldade econômica era uma maravilhosa aventura.
Penso que o profissional da dança tem que ter coragem, vontade de estudar, amor pelo que você faz, porque sem amor, não adianta nada. Tem também o físico, sorte, e tem uma coisa que Deus dá que é o talento.
A maioria das coisas que eu refiz, são coisas que eu dancei pessoalmente. Cada vez que eu remonto um balé eu procuro sempre corrigir, nunca estou satisfeita com o que eu estou fazendo. Achava que podia ser melhor, que não era o bastante boa.
Gosto de pessoas que se dão para a dança. Que querem pelo menos tentar dedicar a vida, porque não é todo mundo que consegue.
Até agora foi a arte que me sustentou. É a nossa religião de bailarino, é fé. Tem que acreditar.
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