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Memória | Depoimentos
Marilene Martins
Fotos: Reginaldo Azevedo

Meu gesto é seta no espaço onde jogo meu laço e enlaço a vida. Sou mineira, sou baiana, brasileira ou não. Sou de qualquer lugar e quero mesmo é navegar.
A dança foi sempre o cerne da minha vida, lugar de encontro com o outro, de comunhão com o mundo, minha paixão, minha bandeira, luar que me cobre ao deitar. Existe algo melhor que servir amando? Existe algo maior que servir dançando? Embora barreiras se elevem e impeçam o seu caminhar o corpo que dança recebe um batismo e não tem jeito de desbatizar. Ele se torna um instrumento e vai outros corpos batizar.
Nos cantos do corpo mistérios se escondem. Nos cantos do corpo há túneis, caminhos, há ninhos, novelos de lua e luar. O corpo é luz, o corpo é aura. Pleno de cores o corpo é silencio e êxtase na madrugada. Corpo eu, corpo meu, corpo teu, corpo instrumento, mundo adentro, balão ao vento. Sol solto no ar. Corpo dança, corpo lança, voa espaços sem limite. Corpo aberto salta livre, corpo entrega corpo integrado no meu ser.
Dança é ir à luta, é estar sempre disponível, é saber que falta muito, que é tudo muito difícil, mas sempre acreditar. É uma vontade de encontro, de viver e conviver, de dar e receber, de celebrar a vida.
Projetei o que eu aprendi na dança nas esculturas e na pintura. Mas eu danço sempre, a dança está em mim, eu não sei ficar sem dançar, mas danço em casa, danço pra mim.
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