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Memória | Depoimentos Públicos
Márcia Haydée (1937)
Fotos: Arnaldo J. G. Torres
Depoimento público gravado em 27 de abril de 2010, no Teatro Franco Zampari, em São Paulo. Figuras da Dança 2010
Desde pequenininha, se tocava uma música eu saia correndo dançando. Eu dizia para minha mãe ‘Eu quero ser uma grande bailarina.’
Eu disse ao Marquês de Cuevas: Eu não acho justo, o senhor disse que tinha um lugar para mim, cheguei aqui, não tinha lugar, fiquei esperando oito meses, comi, engordei e agora o senhor me manda de volta, eu não vou voltar. Foi assim que eu entrei no Marquês.
Eu estava fazendo uma audição para o corpo de baile, me apresentei no palco e depois me mandaram esperar. Fiquei esperando por três horas, então eles chegaram e disseram que eu tinha um contrato de primeira bailarina. Quase cai dura.
Nós éramos quatro nessa companhia, os favoritos do Cranko, e ficamos conhecidos no mundo como suas inicias. Nós fomos empurrados e formados, até virarmos suas estrelas.
Quando Cranko morreu foi um choque, o público estava lá, mas eu não dançava para o público, dançava para aquele homem que esta sentado lá atrás, de olhos azuis, que me deu tudo.
Nessa época eu quis parar de dançar, mas continuei porque ao mesmo tempo a razão de dançar foi mais forte.
Richard (Cragun) e eu dançamos por 36 anos juntos, desses 36 anos, 16 nós fomos casados. Depois desses 16 anos nos separamos. Foi um momento difícil para nós, mas continuamos batalhando e continuamos dançando.
Quando diziam pra mim ‘ Você é leve como uma pluma, parece que esta voando, que não toca o chão’, claro que eu não tocava o chão, ele tava lá me levantando. Com ele eu não tinha medo de fazer nada.
Eu sempre fui muito orgulhosa de ser um instrumento para o coreógrafo.
Para mim o mais importante é que o bailarino leve o público ao cenário e que emocionalmente eles façam a viagem com você.
Depois da morte do Cranko, eles queriam que eu dirigisse a companhia, mas eu não estava bem emocionalmente. Depois de dois anos eu tomei a direção, a principio, até encontrar uma pessoa para dirigir, mas depois a coisa foi rolando, rolando e eu fui ficando, ficando e encontramos a nossa maneira de ser.
Quando eu era muito jovenzinha, ainda no corpo de baile, quando as grandes bailarinas vinham fazer um espetáculo, a presença delas me dava muito. Agora acho que é o meu momento, depois de uma carreira tão longa, dar esse mesmo sentimento aos jovens bailarinos que me vêem hoje.
A dança não é carreira, se você faz como carreira é só metade, você vive a dança. É uma maneira de viver.
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