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Memória | Depoimentos Públicos
Luis Arrieta (1951)
Fotos: Reginaldo Azevedo
Depoimento público gravado em 2 de outubro de 2008, no Teatro Franco Zampari, em São Paulo. Figuras da Dança 2009
Impossível ter experiência sem você se entregar. É maravilhoso quando eu consigo fazer exatamente o que o professor está pedindo, porque vence o único inimigo que eu possa ter.
Experiência é a grande viagem do corpo.
Por um lado tinha um corpo virgem, porque não tinha feito grandes coisas em termos de movimento. Por outro tinha um corpo atrofiado, tinha 21 anos quando fiz minha primeira aula.
Penso que você não aprende a dançar. Você já sabe.
Me lembro de querer registrar tudo que via através da janela do ônibus, as pessoas, as sombras, elas se mexendo, o conjunto sempre me pareceu deslumbrante.
Minha casa era muito silenciosa. Meus pais eram de pouco texto. E de alguma maneira eu me acostumei a olhar mais o movimento do que o que se dizia.
Creio que todas as pessoas conseguem ler o movimento das outras.
Utilizamos a mesma capacidade dos gestos para nos comunicar com aqueles que estão nos vendo, com aqueles que estão assistindo.
No espetáculo de dança o publico assiste com os olhos, mas o corpo mesmo que registra o trabalho de dança. Dança é um espetáculo que se assiste de corpo a corpo.
De todo o meu período de infância, a lembrança de dança mais forte que me ficou foi é a da minha avó Camila dançando nas festas familiares.
Eu sou um leva-e-traz. O que eu aprendo com um grupo, conto para outro. Tento encontrar mil maneiras de dizer a mesma coisa o tempo inteiro, porque tenho mil bailarinos para atender o tempo inteiro.
Às vezes o palco quase me chega a paralisar. De tanto medo que me dá. Fico apavorado na hora que entro. Depois não quero sair mais. Não me dá mais vontade de sair. É um lugar que me dá muito prazer, me volta à criança. É um lugar de extrema liberdade.
Hoje é politicamente correto que qualquer pessoa, de qualquer idade possa dançar.
Eu ainda não consigo dançar para Deus. Ainda dependo muito do afeto, da carência, de que me aceitem, do medo. Um dia vou conseguir.
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