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Memória | Depoimentos Públicos
Décio Otero (1933)
Fotos: Arnaldo J. G. Torres
Depoimento público gravado em 09 de março de 2010, no Teatro Franco Zampari, em São Paulo. Figuras da Dança 2010
Quando eu apareci na sala de aula pela primeira vez eu tinha 17 anos, meu professor Carlos Leite disse ‘Nossa como você tem talento, tem que estudar a dança.’
Eu fiz a coreografia, peguei uma música de Beethoven, a gente se apresentou no teatro em sua homenagem e ele chegou perto de mim e disse ‘ Mas menino onde que você copiou essa coreografia’ e eu respondi ‘ Eu não copiei, eu fiz a coreografia’, essa foi minha primeira coreografia.
Não fui para Genebra pensando em fazer carreira de estrela, fui mais para aprender. Devagarzinho, trabalhando muito fui passando para frente, cheguei a solista, depois fui para Colônia, lá já fazia primeiros papeis e em Frankfurt é que me tornei primeiro bailarino.
Mais tarde, eu comecei a sentir um vazio muito grande pós- espetáculo, isso me perturbava muito, então eu resolvi voltar ao Brasil.
Voltando da Europa, quando eu olho para o outro lado da rua eu vi uma pessoa ‘Marika, não é possível’, 10 anos depois a gente se reencontra. Ela estava muito bonita, vestida com um collant meio transparente, eu passava perto dela e dizia ‘Tá querendo conquistar o professor’, realmente ela me conquistou.
Quando nós dançávamos o pas de deux juntos eu me sentia ela, esse é o pas de deux perfeito, o homem é a mulher, ele tem que manejar a mulher, se ele não sabe o que a mulher esta sentindo ele não vai segurar direito.
Nós começamos a buscar no gestual do povo, na literatura, no folclore, no cinema, no musical, na realidade brasileira. Tudo isso foi inspiração para o Stagium aprender a dançar mais em português.
Depois da Barca de São Francisco e depois da apresentação do Xingu decidimos parar de se exibir no palco e começar a dialogar com o público.
O Stagium ajudou as pessoas a enxergar que a arte da dança era possível fazer aqui no país.
Quando um bailarino que sabe a dificuldade de se montar um espetáculo nesse país sobe no palco, ele não sobe só para se exibir.
O sorriso e a alegria das crianças entre 7 e 16 anos é um estímulo tremendo para a gente continuar a viver muito da dança e para a dança.
Nós dançamos muito em casa e vivemos muito no palco. A gente traz a arte para a casa e da casa para o palco.
Ela está entranhada dentro de mim, eu não saberia te disser o que ela significa, a dança sou eu.
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