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Memória | Depoimentos Públicos
Ana Botafogo (1957)
Fotos: Leonardo Franco
Depoimento público gravado em 12 de julho de 2011, no Teatro Franco Zampari, em São Paulo. Figuras da Dança 2011
Eu não vi passar trinta anos, esse ano eu comemoro trinta anos de Theatro Municipal (RJ)
A aula de manhã é primordial pra mim, pra acordar meu corpo.
Márcia Haydée e Henrique Martinez me chamaram e disseram que gostariam que eu assumisse a posição de primeira bailarina, e apesar de eu nunca ter feito nada de grande, a Márcia falou que eu tinha potencial.
Quando estou no camarim eu sou a Ana, mas quando você entra no palco tem que ser o personagem, tem que existir essa divisão.
O dia-a-dia do bailarino é difícil, é cansativo, tem que ter bom-humor.
Existem coisas contemporâneas que estão fora da minha linguagem, mas eu busco aquilo da minha maneira e vou dar meu máximo.
O bailarino é um instrumento na mão do coreógrafo, é o nosso dever.
Minha primeira cena de novela foi de balé, com a Deborah Evelyn, e a cada pausa a Deborah sentava e eu ficava de pé e pensava 'Por que ela vai sentar? ', e eu descobri. Em uma cena que tinha cerca de dois minutos nós passamos sete horas gravando. No dia seguinte parecia que eu tinha dançado o Lago dos Cisnes completo, de tão cansada e de tão doida que eu fiquei.
Bailarino é para ficar na sala de ensaio. Eu preciso dançar e ensaiar, o resto os outros resolvam.
O que eu falo para os jovens bailarinos é corram atrás dos seus sonhos. Não foi fácil chegar aqui, não é fácil o dia-a-dia, as dores, os desafios e as prioridades. De todos os artistas acredito que nós, bailarinos, somos os que mais têm que renunciar coisas pela nossa carreira.
É maravilhoso poder através do nosso corpo, do nosso movimento, emocionar o público.
O Figuras da Dança está presenteando o público da dança com nossas memórias.
"Você vive me surpreendendo, você é essa mulher pequenininha, miudinha, magrinha, insignificante e vira um mulherão no palco" (Luis Arrieta)
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