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Uma enciclopédia colaborativa online, que busca conhecer e divulgar a dança do Brasil. Os visitantes podem escrever e editar verbetes com fotos, textos, links para sites de compartilhamentos de vídeos e publicações, em diversas categorias: grupos, escolas, profissionais da dança, companhias e outros. O Dança em Rede apresenta textos informativos sobre a dança do Brasil e do exterior, com o objetivo de ampliar e democratizar o acesso à esta arte.
Verbete do dia

Fase de Transição: Moderno - Pós-Moderno

Categoria: Estilos de dança
A sistematização histórica de estilos de dança depende de uma análise temporal que leve em consideração a progressão e a passagem de um estilo ao seguinte.
Este verbete trata de um dos doze estilos propostos pela seguinte classificação histórico-analítica, que não dá conta de todas as formas de dança cênica, mas oferece um panorama da formação da dança clássica e de sua modernização:
Dança na Corte – Dança de Corte – Ballet de Corte – Escola Clássica – Escola Romântica – Escola Acadêmica – Escola Neoclássica – Era Diaghilev – Primeira Geração Moderna – Segunda Geração Moderna – Fase de Transição: Moderno/Pós-Moderno – Dança Pós Moderna.



Assim como o Moderno contestava o esquema clássico de definição das formas de produção artística, por volta de década de 1940 se iniciaram as discussões sobre o próprio moderno estar se tornando uma forma rígida, com a estabilização das propostas de rompimento se tornando monótonas.

Esta chamada fase de transição é um período em que as estratégias da dança moderna foram questionadas, a partir da nova percepção de mundo pós-guerra. Merce Cunningham, que estudara com Graham, misturou diversas técnicas de dança com que tinha contato para desenvolver propostas corporais que buscavam a inovação. Ele desenvolveu novas estruturas de orientação corporal no palco e da percepção da cena, tirando o foco tradicional do centro do palco, acreditando na igual potencialidade de todas as partes. Merce investiu no uso do acaso para produzir coreografias, questionando as receitas até então aceitas de contar histórias com a dança.

Outro coreógrafo, Alwin Nikolais, via pouco sentido no exagero da dramaticidade dos criadores modernos. Trabalhava com seus alunos teoria, composição, percussão e notação de dança. Mais do que uma formação técnica, ele procurava oferecer uma teoria do movimento. Produziu coreografias caleidoscópicas, explorando as possibilidades do corpo visto e escondido, foi um inovador no desenvolvimento da iluminação e tinha como foco o relacionamento do corpo com o tempo e o espaço.

Contrários ao drama encarnado pelas criadoras modernas, depois de choques sociais como a bomba atômica, esses criadores viram relativizada a função expressiva da dança. Passaram a questionar suas estruturas, encontrando através do experimento, da tecnologia, da multiplicidade, possibilidades de realização que se somavam umas as outras, em composições densas de espetáculos não emotivos, mas reveladores de estruturas, de ligações e correlações.
 

Referências bibliográficas

Algumas sugestões de leituras e referências acerca da História da Dança e dos Estilos de Dança:

ANDERSON, Jack. Ballet and Modern Dance: a concise history
ANDERSON, Jack. Dança
AU, Susan. Ballet & modern dance.
BOUCIER, Paul. História da Dança no Ocidente
CAMINADA, Eliana. História da Dança: evolução Cultural
CAVRELL, Holly. Dando Corpo à História. (Doutorado em Artes, Unicamp)
COHEN, Selma Jean. Dance as a Theatre Art
KIRSTEIN, Lincoln. Four Centuries of Ballet
PORTINARI, Maribel. História da Dança
ROCHELLE, Henrique. Estilos de Dança: uma proposta de revisão histórica. (Material de apoio didático desenvolvido durante o Programa de Estágio Docente das disciplinas de História da Dança. Instituto de Artes, Unicamp)
SORELL, Walter. Dance in Its Time



Por Henrique Rochelle | SPCD Pesquisa
Merce Cunningham em Suite para Cinco ( 1963) l Foto: Marvin Silver
Merce Cunningham em Suite para Cinco ( 1963) l Foto: Marvin Silver
Somniloquy, de Alwin Nikolais (1968)  l Foto: Bob Moreland, 1968
Somniloquy, de Alwin Nikolais (1968) l Foto: Bob Moreland, 1968
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