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Olhares
Sob a direo de Ins Boga, o grupo foi criado em 2008 e tem arrematado diversos prmios pelo pas graas qualidade tcnica dos seus bailarinos. Em 2012, sua montagem Bachiana n 1 foi eleita pela revista Veja SP o melhor espetculo de dana do ano

Sculo Dirio
janeiro 2013 | Vitria, Esprito Santo

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Temporada 2014
PASSADO-FUTURO
Neste ano a SPCD apresenta obras que vão do clássico ao contemporâneo em séries marcadas pela diversidade e pelo ineditismo e contará com estreias e remontagens de grandes nomes do universo da dança, além de peças do repertório da Companhia.  
A ideia que organiza esta temporada é a tradição viva no corpo de hoje, um presente intenso impregnado de passado sugerindo um futuro. Fazer parte de uma tradição é ser capaz de renovar, cultivar e reinventar o passado no presente. É vivo tudo que nutre, que interessa, que tem sucessivas etapas de contestação e renovação do passado. Nesse ano, colocamos lado a lado obras de diferentes gêneros da dança clássica e obras contemporâneas, provocando um pouco o olhar para perceber o que é continuidade e o que é ruptura nessa grande trajetória da dança cênica ocidental.

Grand Pas de Deux de O Cisne Negro

Estrearemos La Sylphide (1836), um conto de fadas para todas as idades, marco do balé romântico no qual a dupla aparição feminina – sensual e etérea – simboliza a dualidade do corpo e do espírito; O Grand Pas de Deux de O Cisne Negro (1876), o clássico dos clássicos, um dos mais conhecidos balés do mundo, onde há variadas gamas de emoções e sentimentos humanos. O desafio para os intérpretes é técnico mas também de interpretação; Le Spectre de La Rose (1911), um clássico moderno, no qual vemos uma nova relação entre o homem e a mulher. Ela sonha com o perfume da rosa que recebeu na sua primeira festa, e ele dança encarnando o espírito da rosa. As três peças contam com coreografia do espanhol Mario Gallizzi a partir das obras originais de August Bournoville, de Marius Petipa e de Michel Fokine, respectivamente;  Workwithinwork (1998), de William Forsythe, um dos maiores nomes da dança contemporânea, é um trabalho no qual as diversas entradas e saídas de cena criam um fluxo de movimento e novas configurações e revelando distintas possibilidades do traço do gesto no espaço.



Aqui vemos a gramática da dança clássica como base de questões contemporâneas, refletidas na obra pelo uso do espaço, do corpo, na composição das cenas, no tempo e nas dinâmicas dos movimentos. A música, duo de violino, vol. 1 (1979-83) de Luciano Berio, traz tons, vozes e impulsos para os movimentos; Édouard Lock, coreógrafo e diretor do grupo canadense Lalala Human Steps fará uma criação para a São Paulo, com música original de Gavin Bryars - uma releitura das 4 estações de Vivaldi, para um quinteto de cordas. Lock esculpe cada movimento no corpo do bailarino de acordo com sua personalidade. Para ele a técnica clássica enfatiza uma compreensão do corpo como uma construção estrutural. Uma geometria biológica expressa através de um conjunto de linhas idealizadas e, até certo ponto, tradicionais.



A técnica do balé continua sendo uma ferramenta poderosa para abordar temas contemporâneos e para expor os conflitos inerentes à nossa percepção evolutiva do corpo. Os jovens coreógrafos Rafael Gomes e Cassilene Abranches estreiam suas criações no Ateliê de Coreógrafos Brasileiros 2014. Gomes é bailarino da São Paulo Companhia de Dança e nos últimos dois anos tem proposto investigações coreográficas para o elenco da São Paulo. Cassilene foi bailarina do Grupo Corpo, de Belo Horizonte, por mais de dez anos e coreografa desde 2009. Em cada obra podemos ver em grande medida as relações sociais e as ideias de uma época.


 
A temporada se completa com as obras que fazem parte do repertório da São Paulo: criações dos brasileiros Rodrigo Pederneiras, Ana Vitória e Jomar Mesquita, do alemão Marco Goecke e do italiano Giovanni di Palma, além de remontagens de grandes nomes da dança como Jirí Kylián, Nacho Duato, William Forsythe e Eric Gauthier.
 
Vistas lado a lado, as coreografias revelam caminhos formais, afetivos e simbólicos, que tornam a ambigüidade dos gestos ainda mais evidentes e revelam traços da dança cênica em diferentes tempos.

Inês Bogéa
Diretora artística da SPCD
 
 
Blog da SPCD
Pas de deux: do lado de lá
A dança do Brasil perdeu dois de seus grandes artistas no mês de setembro. No dia 17, Aldo Lotufo (1925-2014), e no dia 18, Suzana Braga (1949-2014), ambos no Rio de Janeiro. Lotufo nasceu em Cuiabá e chegou ao Rio de Janeiro para estudar arquitetura, em 1944, mas foi no balé da Juventude que descobriu qual seria a sua verdadeira profissão: bailarino. Clique aqui e leia a matéria na íntegra.
Lucas Axel, Pamela Valim e Yoshi Suzuki em The Seasons, de Édouard Lock | Foto Édouard Lock
SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA | TEATRO SÉRGIO CARDOSO (SP)

São Paulo Companhia de Dança, sob a direção de Inês Bogéa, retorna ao Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo (SP), para temporada de um mês, subindo ao palco com quatro programas diferentes, um por semana. 
 
SERVIÇO
SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA | TEMPORADA 2014 | TEATRO SÉRGIO CARDOSO

The Seasons, de Édouard Lock (ESTREIA); Gnawa, de Nacho Duato; Peekaboo, de Marco Goecke
Dias 6 e 8 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 7 de novembro | sexta, às 21h30
Dia 9 de novembro | domingo, às 18h
 
Ateliê de Coreógrafos Brasileiros
Bingo!, de Rafel Gomes (ESTREIA); Criação, de Cassi Abranches (ESTREIA); Vadiando, de Ana Vitória
Dias 13 e 15 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 14 de novembro | sexta, às 21h30
Dia 16 de novembro | domingo, às 18h
 
Romeu e Julieta, de Giovanni Di Palma
Dias 20 e 22 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 21 de novembro | sexta, às 21h30
Dia 23 de novembro | domingo, às 18h

Gala SPCD e convidados
Grand Pas de Deux de O Cisne Negro, de Mario Galizzi, com Thiago Soares (Primeiro Bailarino do The Royal Ballet) (ESTREIA); Grand Pas de Deux de Dom Quixote, da SPCD, com Daniel Camargo (Primeiro Bailarino do Stuttgart Ballet); Le Spectre de La Rose, de Mario Galizzi (ESTREIA); Bachiana n°1, de Rodrigo Pederneiras.
Dias 27 e 29 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 27 de novembro| sexta, às 21h30
Dia 30 de novembro | domingo, às 18h
 
Valor do ingresso/dia: R$ 25,00 (inteira) e R$ 12,50 (meia entrada)
Local: Teatro Sérgio Cardoso
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 Bela Vista - SP
Telefone: 11 3288-0136 | horário de funcionamento: das 14h às 19h | de quarta a domingo
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São Paulo | SP | CEP 01123-001
Tel: +55 11 3224-1380

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